• Crime organizado
Faltam 14 dias para o fim do governo Caiado, que concedeu incentivos fiscais à empresa Goiás Bioenergia, investigada pela Polícia Federal na Operação Carbono Oculto.
Em 13 de novembro de 2020, o governo anunciou investimento de R$ 265 milhões no empreendimento, localizado em Porteirão (GO), com apoio do programa Produzir e do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). A promessa era geração de empregos e expansão da produção de etanol.
• Carbono Oculto
Investigações da Polícia Federal indicam que a usina está inserida em um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), dentro do setor sucroalcooleiro.
O inquérito aponta conexões entre a Goiás Bioenergia, a Centroálcool e o grupo liderado por Mohamad Hussein Mourad, apontado como liderança da facção em São Paulo.
• O esquema
A Goiás Bioenergia aparece registrada em um escritório em Goiânia sem atividade efetiva e também em Porteirão. Reportagem do jornal O Popular revelou inconsistências na estrutura da empresa.
Entre os nomes ligados à empresa está Maria Edenize Gomes, apontada como “laranja”, que figura como sócia de 17 empresas. Há ainda ligação com Ellen Bianca de Franca Santana Resende, uma mulher de origem humilde que aparece formalmente como detentora de patrimônio bilionário.
• Tentáculos do crime em Goiás
Outro elo identificado envolve Armando Hussein Ali Mourad, irmão de Mohamad Mourad, que possui 28 postos de combustíveis em 15 cidades goianas, incluindo Goiânia.
Está claro que o crime organizado expandiu seus tentáculos em Goiás durante o governo Caiado, que ao mesmo tempo distribuía R$ 5,5 bilhões na imprensa para divulgar informações questionáveis sobre a bandidagem no Estado. Mas a farra está acabando, agora faltam 14 dias para Caiado nunca mais!

















