• Corrupção no governo Caiado
Durante a pandemia, em 2020, Caiado atacou Bolsonaro e se colocou como símbolo de responsabilidade na saúde. Palavras dele em um recorte sobre o rompimento na época: “Bolsonaro faz de maneira oportunista oposição ao seu próprio governo, foge de suas responsabilidades como presidente e tenta empurrar sobre os ombros dos governadores o insucesso da política econômica do ministro Paulo Guedes”.
Acontece que, embora falasse demais o que não devia, Jair Bolsonaro enviava bilhões aos Estados para combater a pandeia. O dinheiro da União em Goiás virou corrupção, conforme investigação da Polícia Federal, e tudo debaixo do nariz de Caiado.
• R$ 38 milhões sob suspeita
Dados das operações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União apontam suspeitas de desvios que somam cerca de R$ 38 milhões. Só na Operação Rio Vermelho, que investiga a OS Agir, o valor chega a R$ 16,9 milhões. Já na Operação Makot Mitzrayim, envolvendo outra OS, IBGH, a cifra ultrapassa R$ 21,2 milhões.
• Como funcionava o esquema?
Segundo as apurações, contratos eram direcionados e havia simulação de concorrência. Empresas ligadas aos próprios dirigentes das organizações sociais eram contratadas com valores acima do mercado. O dinheiro excedente alimentava um ciclo de corrupção, incluindo pagamento de propina para garantir silêncio de quem deveria fiscalizar.
• Pandemia: política e corrupção
O mais grave: tudo isso teria ocorrido justamente com recursos destinados ao combate à Covid-19. Dinheiro que deveria salvar vidas acabou, segundo a investigação, servindo para enriquecer envolvidos e sustentar o esquema.
Enquanto isso, o sistema político de Caiado e Mandetta trabalhava nos bastidores para destruir Jair Bolsonaro.

















