• Escândalo atinge Aparecida de Goiânia
A operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União escancarou um esquema de corrupção durante a pandemia que atinge diretamente Aparecida de Goiânia, cidade administrada à época por Gustavo Mendanha.
• Mais de R$ 21 milhões em suspeita
Segundo os dados apurados, há indícios de desvio de R$ 21,2 milhões em recursos públicos destinados ao combate à Covid-19. O dinheiro teria sido manipulado por meio de contratos com empresas privadas, com suspeitas de superfaturamento e favorecimento.
Os documentos revelam uma rede de investigados, incluindo empresários e operadores do sistema. Entre os principais nomes citados estão Staycy Martins Ribeiro, Alan Bernardes de Araújo Júnior, Misael Gonçalves dos Santos e Jaime Pimenta Ferreira.
Também aparecem como alvos de mandados de busca Hilton Rinaldo Salles Piccelli, Roberto Leandro de Carvalho Garcia, Rudson Teodoro da Silva, Otávio Guimarães Favoreto, Daiane de Oliveira Cardoso e Camila Ramos de Campos, além de empresas como Mediall Brasil, Lifecare Excelência S.A. e Starkmed S.A.
• Planilha do “retorno”
Um dos pontos mais graves da investigação é a apreensão de uma planilha atribuída a Paulo Eduardo Leite Dias, ex-superintendente financeiro do IBGH. O documento traz valores de contratos e uma coluna identificada como “retorno”, o que reforça a suspeita de pagamento de propina dentro do esquema.
Na época dos fatos, Gustavo Mendanha era o prefeito de Aparecida. Hoje, é aliado direto de Caiado e Daniel Vilela. O escândalo atinge em cheio esse grupo político, que permanece calado, como se nada tivesse ocorrido.

















