• Escravidão moderna
Goiás assiste hoje a um modelo que não é novidade: trabalho escravo. A família Caiado faz parte da “lista suja” do trabalho análogo à escravidão, mas dessa vez o próprio ex-governador colocou a mão na massa de uma lei que se transformou em escravização moderna.
Em outras palavras, a denúncia sai da zona rural e chega ao contracheque do servidor público — e o pior: com a chancela do Estado, em forma de agiotagem oficial. Cabe Ação Civil Pública do Ministério Público.
•Lei Master do Caiado
Como o Goiás24horas denunciou, inclusive em parceria nacional com a revista Fórum, o Banco Master ajudou o governo Caiado a mudar a lei dos Consignados em Goiás para se beneficiar com os contratos de empréstimos. Tudo foi devidamente costurado dentro do Palácio. Isto é crime, não importa qual foi o valor do esquema, é crime.
A alteração da lei ampliou o prazo dos consignados de 96 para até 144 meses — ou seja, até 12 anos de desconto direto no salário. E o pior: não foi o Banco Master que se adaptou à lei. Foi a lei que se adaptou ao Banco Master.
• Exploração
Com juros elevados e prazos longos, o servidor entra no crédito para aliviar uma dificuldade imediata e sai preso a uma dívida que pode durar mais de uma década cobrando tr6es vezes mais que o o valor original: agiotagem.
É um ciclo difícil de romper, que compromete renda, planejamento e dignidade. Isso não é política pública para Caiado ter se empenhado tanto, como fez pelo grupo de Vorcaro. É um modelo de exploração institucionalizado.
Graças a Caiado, uma lei foi alterada, um banco específico foi beneficiado e milhares de servidores foram colocados dentro de um sistema de endividamento prolongado. Com a palavra o Ministério Público de Goiás.

















