• Contexto
O vereador de Goiânia Fabrício Rosa (PT) foi detido durante uma manifestação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em Santa Helena de Goiás. O ato lembrava o massacre de Eldorado dos Carajás e denunciava episódios de violência policial contra trabalhadores rurais.
• Prisão
A Polícia Militar justificou a detenção com base em suposto desacato. No entanto, participantes do ato contestam a versão e apontam abuso na abordagem. O caso ganhou repercussão por envolver um parlamentar em exercício e também policial rodoviário federal.
• Agressões
Após ser liberado, Fabrício Rosa apresentou marcas visíveis nas costas, compatíveis com agressões. Ele e o coordenador do MST, Leandro de Almeida Costa, foram encaminhados para exame de corpo de delito em Rio Verde. As imagens reforçam a denúncia de uso excessivo da força.
• Reação
A assessoria do vereador afirma que ele foi detido por denunciar abuso de autoridade. Em nota, a equipe sustenta que não houve qualquer comportamento que justificasse a acusação de desacato e questiona a legalidade da prisão.
• Questionamentos
Segundo a defesa, imagens do momento da abordagem mostram tentativa de imobilização e apreensão do celular do vereador. O episódio levanta dúvidas sobre a cadeia de comando da ação policial e quem determinou a prisão.
• Memória
O ato fazia referência ao massacre de Eldorado dos Carajás, quando 21 trabalhadores rurais foram mortos pela Polícia Militar do Pará durante uma marcha por reforma agrária na rodovia PA-150. O episódio se tornou um marco da violência estatal no campo e símbolo da luta do MST.

















