• Crise no PSD
Uma análise do site O Tempo, de Belo Horizonte, escancara o que já é visível no cenário político: o projeto de poder do PSD, comandado por Gilberto Kassab, cresce de forma desordenada e começa a rachar por dentro.
A estratégia de juntar nomes de diferentes correntes ideológicas para ampliar espaço político virou um problema. O partido hoje abriga direita, centro e até nomes alinhados à esquerda — um conflito que já explode em estados como Minas Gerais.
• Racha interno e falta de rumo
O caso mineiro é simbólico. A chegada de Mateus Simões ao partido gerou desconforto e ajudou a empurrar o senador Rodrigo Pacheco para fora da sigla. Ao mesmo tempo, o ministro Alexandre Silveira segue apoiando Luiz Inácio Lula da Silva. Ou seja: cada um puxa para um lado.
Nesse cenário, a pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência surge mais como um símbolo do descompasso do PSD do que como um projeto consolidado. Nem mesmo lideranças importantes da legenda demonstram alinhamento com seu nome.
A escolha de Caiado, inclusive, gerou frustração em figuras como Eduardo Leite, que deixou o PSDB apostando no PSD e acabou vendo o partido seguir outro caminho.
• Projeto de poder sem identidade
O que O Tempo aponta é claro: Kassab construiu um partido forte em números, mas frágil em identidade. O PSD cresce, ocupa espaços, entra em governos de qualquer linha ideológica — mas não se sustenta como projeto coeso.
No meio desse cenário, a imagem é inevitável: Caiado e Kassab! Se fosse um livro se chamaria Dom Quixote e Sancho Pança pelo avesso.
Cristiano Silva
Editor

















