quarta-feira , 29 abril 2026
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Gracinha Caiado teve viagem internacional paga por investigado preso por lavagem de dinheiro ligada ao PCC

• Tem caroço no mingau

A viagem internacional realizada em novembro de 2022 por uma comitiva do governo de Goiás, que contou com a presença da ex-primeira-dama e pré-candidata ao Senado, Gracinha Caiado (UB), entrou no centro de questionamentos após a prisão do empresário Adair Antônio de Freitas Meira, nesta segunda-feira (27).

Ele foi detido em operação da Polícia Civil de São Paulo que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

• Secretário confirmou custeio por parceiros

O secretário de Indústria e Comércio, Joel Sant’Anna Braga, que participou da mesma viagem, afirmou publicamente em suas redes sociais, à época, que os custos foram bancados pelos parceiros do governo, entre os citados estava a Renapsi, entidade ligada ao próprio Adair.

Segundo uma reportagem do jornal O Popular, Adair estaria preso por transferir dinheiro para o banco do PCC e receber em espécie dentro de hoteis em São Paulo. Ele também teria fretado aeronaves para transportar a grana.

Perguntas: quem precisaria receber essa grana em dinheiro vivo? Será que existem candidatos e políticos na outra ponta?

• Quem pagou e quanto recebeu?

Segundo informações da Agência de Notícias do Governo de Goiás, fundações ligadas a Adair Meira, que está preso, teriam recebido quase R$ 500 milhões em contratos públicos relacionados a programas educacionais e sociais.

Curiosamente, o projeto que deveria ser ligado a Educação, foi colocado no gabinete Social, para Gracinha Caiado administrar. Ou seja: dinheiro público, lavagem de dinheiro em banco do PCC e campanha eleitoral. Se misturar dá uma bela limonada. Concorda?

• Programa levanta questionamentos

Um dos projetos financiados por essas entidades seleciona cerca de 12 jovens entre milhares para intercâmbios internacionais. O modelo é criticado pelo alcance limitado diante dos valores envolvidos.

O ponto mais sensível é que gente do alto escalão — a ex-primeira-dama do Estado — participou de uma viagem para a Europa, cujas despesas foram custeadas por uma pessoa que hoje está presa em investigação ligada ao crime organizado.

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