• Banco investigado operou programas sociais em Goiás
Reportagem da Folha de S.Paulo revelou que o Governo de Goiás movimentou R$ 1,36 bilhão por meio da BK Instituição de Pagamento, fintech investigada pela Polícia Federal na Operação Carbono Oculto, que apura suspeitas de ligação da empresa com estruturas financeiras do PCC.
Os repasses ocorreram entre outubro de 2021 e agosto de 2025, período correspondente aos dois mandatos do governador Ronaldo Caiado.
• Goiás24Horas já havia cobrado explicações
O Goiás24Horas enviou pedido oficial ao Governo de Goiás solicitando esclarecimentos sobre os contratos firmados com a BK Bank após a deflagração da operação da Polícia Federal. O governo não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem.
Segundo a Folha, a BK operava cartões ligados ao programa Goiás Social, coordenado pela ex-primeira-dama Gracinha Caiado.
Entre os programas aparecem Mães de Goiás, Dignidade, Goiás por Elas e Aluguel Social/Pra Ter Onde Morar.
• Coaf apontou movimentações suspeitas
De acordo com o relatório do Coaf citado pela reportagem, a BK é apontada como uma das principais investigadas da Operação Carbono Oculto. A fintech é suspeita de atuar como um “banco paralelo” do PCC por meio de contas-bolsão usadas para dificultar o rastreamento de dinheiro.
O documento também aponta indícios de lavagem de dinheiro e movimentações incompatíveis com o porte financeiro da empresa.
• Governo afirma que contrato era regular
Em nota, o Governo de Goiás afirmou que a contratação da BK ocorreu por procedimento regular de credenciamento em 2020 e alegou que a empresa possuía autorização do Banco Central para atuar no mercado.

















