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terça-feira , 15 setembro 2026
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STF chega a 4 a 4, mas pedido de vista de Dino deixa placar efetivo em 4 a 3 e adia decisão sobre Moraes

• Entenda o que aconteceu

O STF terminou nesta terça-feira (15) sem analisar o mérito do caso envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. A explicação passa por uma confusão de placares que marcou os minutos finais da sessão.

Na questão de ordem levantada por Gilmar Mendes, Flávio Dino chegou a manifestar voto favorável à reunião dos processos, ao lado de Gilmar, Cristiano Zanin e do próprio Moraes. Eram quatro manifestações nesse sentido.

• Dino pede vista

Mas Dino decidiu pedir vista antes da conclusão do julgamento. Com isso, o processo fica sob sua análise e a definição da questão de ordem é suspensa.

Por isso, embora Dino tenha indicado sua posição, o pedido de vista impede que o julgamento seja encerrado com seu voto naquele momento. Restaram três votos já computáveis pela tese de Gilmar: Gilmar, Zanin e Moraes.

• Cármen levou quadro a 4 a 4

Do outro lado, Fachin e André Mendonça já haviam rejeitado a questão de ordem. Luiz Fux e Cármen Lúcia anteciparam seus votos acompanhando Fachin.

Assim, consideradas as posições manifestadas, chegou-se a 4 a 4; retirado Dino da contagem para conclusão por causa da vista, o quadro fica 4 a 3 para Fachin.

Na duvida a questão do empate passa a ser: Fachin vai decidir como presidente ou na dúvida vence o réu? Detalhe: não tem réu, mas um tribunal rachado.
Mérito ficou para depois

O resultado é que, depois de horas de sessão, o Supremo sequer chegou ao mérito que estava pautado.

O pedido de vista suspendeu a discussão processual e pode manter o caso parado até a devolução dos autos. Só então o STF poderá concluir essa questão preliminar e definir o caminho para analisar o caso Moraes.

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