• R$ 141 milhões e uma pergunta direta
Ronaldo Caiado (PSD) passou por uma saia justa no Jornal da Record ao ser questionado sobre quatro contratos, que somam R$ 141,5 milhões, firmados em seu governo com a Fundação Pró-Cerrado. O presidente da entidade, Adair Meira, foi preso em investigação da Polícia Civil de São Paulo sob suspeita de participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Os contratos continuam ativos no governo Daniel Vilela.
• “Que provas o senhor tem?”
A jornalista perguntou a Caiado que provas ele tinha de que dinheiro público não estaria misturado ao esquema investigado. Caiado respondeu questionando como um governador teria acesso ao Coaf e disse que as certidões exigidas haviam sido apresentadas.
A entrevistadora insistiu: Adair está preso desde abril e os quatro contratos, de R$ 141 milhões, permanecem ativos. Caiado respondeu que os acordos estão “dentro daquilo que está autorizado” e tentou levar a discussão para uma suposta conivência do governo do PT com o crime organizado.
• Polícia investiga lavagem
A investigação aponta Adair como interlocutor de João Gabriel de Mello Yamawaki, apontado como operador do 4TBank. Segundo relatório policial divulgado pela imprensa, entidades e empresas ligadas a Meira teriam sido utilizadas para movimentar e misturar recursos lícitos e ilícitos. A defesa de Adair nega irregularidades e vínculo com organizações criminosas.
• Adair e Gracinha na Europa
A proximidade institucional também aparece em registros públicos. Em 2022, Adair Meira e Gracinha Caiado estiveram juntos em Barcelona, durante viagem do programa Aprendiz do Futuro. A missão era uma iniciativa do Governo de Goiás em parceria com a Renapsi, entidade fundada por Meira.
Agora, com Adair preso e R$ 141,5 milhões em contratos ainda vigentes, a pergunta feita pela Record colocou justamente essa relação com o governo Daniel Vilela sob os holofotes.
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