• Duas famílias denunciam
Duas denúncias recebidas pelo Goiás 24 Horas colocam sob suspeita as altas concedidas no HUGO em meio à superlotação. Simone Moreira e Ágda Maria relatam que seus familiares teriam sido praticamente expulsos da unidade mesmo ainda necessitando de cuidados. As famílias suspeitam que exista pressão para retirar pacientes e macas dos corredores durante o período eleitoral.
• Simone relata abandono
Simone afirma que o primo, Renato Martins Pereira, passou por cirurgia, ficou quase um mês na UTI, aguardou cerca de 20 dias por enfermaria e posteriormente enfrentou uma infecção. Segundo ela, durante aproximadamente 20 dias de isolamento, Renato chegou a ficar sem atendimento adequado. “Eu chegava lá e ele estava coberto de cocô, cocô no lençol inteiro, inclusive seco”, denuncia. Simone diz ter procurado Ouvidoria, Ministério Público e Defensoria Pública. Renato está atualmente em casa.
• Ágda denuncia expulsão
Ágda Maria, de 46 anos, moradora de Campinorte, relata situação semelhante. O irmão estava internado após acidente de trabalho e sofria fortes dores na coluna. Mesmo depois da alta, voltou a sentir dores “insuportáveis” ainda próximo ao elevador. Ao retornar ao quarto, ouviu que precisaria sair porque a alta já estava registrada. “De toda forma, ele teria que sair, desocupar o quarto”, relata Ágda. Sem condições de retornar para Campinorte, ela levou o irmão para uma casa de apoio em Goiânia.
• Eleição levanta suspeita
Os dois depoimentos reforçam uma grave denúncia que familiares fazem sobre o HUGO: pacientes estariam recebendo alta e deixando a unidade mesmo ainda debilitados, enquanto os corredores permanecem superlotados. Simone e Ágda relatam expulsões; a suspeita de que exista uma estratégia para esvaziar corredores e evitar imagens negativas durante a eleição precisa ser esclarecida pelo governo Daniel Vilela.


















