• Denúncia pode chegar ao MP
Uma denúncia envolvendo um contrato de R$ 40 milhões da empresa Diginotas, que realiza armazenamento de arquivos físicos e digitalização, com a Prefeitura de Goiânia está na mira do Ministério Público de Goiás.
O contrato foi alvo do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO), que identificou irregularidades e determinou a anulação de uma contratação.
• O caso
No Acórdão nº 04900/2025, de agosto de 2025, o TCM-GO apontou falhas na justificativa dos serviços, ausência de comprovação da economia para os cofres públicos e falta de parecer técnico obrigatório.
• Ata veio de Minas Gerais
A Diginotas venceu um pregão de aproximadamente R$ 40 milhões usando uma Ata de registro de preços do Consórcio Intermunicipal do Alto Rio Pardo (Comar), formado por 18 municípios mineiros, para driblar a licitação.
O problema é que nenhum integrante do consórcio contratou a vencedora. Mesmo assim, a ata foi utilizada por prefeituras em Goiás, incluindo a de Goiânia, em contratações milionárias. A diginotas também prestou serviço similar à Câmara Municipal de Goiânia entre 2020 e 2022, por R$ 2,97 milhões.
Perguntas
A empresa Diginotas ainda não respondeu as perguntas do Goiás24horas, enviadas por email:
A ata utilizada nos contratos com órgãos públicos de Goiás foi criada em qual data, por qual consórcio ou órgão público e com qual finalidade?
Antes das contratações em Goiás, quais municípios ou órgãos públicos já haviam contratado a Diginotas com base nessa ata?
É verdadeira a denúncia de que nenhum município integrante do consórcio responsável pela ata chegou a contratar a Diginotas?
Quantos contratos foram celebrados com base nessa ata em Goiás e em outros estados? Quais os órgãos contratantes, datas e valores?
A empresa pode enviar cópia integral da ata original, com assinaturas, data de formalização, publicação oficial e documentos que comprovem sua existência e validade antes das contratações em Goiás?

















