• Policiais são suspeitos de proteger criminosos
Policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal são investigados por suspeita de repassar informações sigilosas e proteger integrantes de uma organização ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC).
As suspeitas fazem parte da Operação Ifrit, deflagrada pela Polícia Federal e pela Receita Federal nesta quarta-feira (4).
• Três policiais civis são afastados
A Justiça Federal determinou o afastamento de três policiais civis. A operação prevê 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária, além de três medidas de monitoramento eletrônico.
As ações ocorrem em sete estados: Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
• Grupo teria movimentado R$ 500 milhões
Segundo as investigações, a organização seria comandada por integrantes de uma mesma família e teria movimentado mais de R$ 500 milhões em cerca de dois anos. Empresas de fachada e contas de terceiros seriam usadas para ocultar recursos ilícitos.
A PF apura tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos, incluindo sequestros, torturas e homicídios.
• Fronteira com Paraguai era base do esquema
O grupo atuaria principalmente entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Parte das drogas teria como destino a Europa.
A participação individual dos policiais e a extensão do apoio prestado aos investigados ainda são apuradas. Não foram divulgados detalhes sobre os municípios goianos atingidos.

















