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sábado , 10 outubro 2026
Goiás

Em duas semanas, deputados “trabalham” apenas seis dias e, pior, não produzem nada de positivo para a sociedade. E ainda estourou mais um escândalo

Nas suas duas primeiras semanas de funcionamento regular, a Assembleia Legislativa só teve seis dias de sessões ordinárias, ou seja: em 14 dias consecutivos, os nobres deputados estaduais não “trabalharam” nem a metade.

Em duas semanas, isto é, em 14 dias seguidos, um trabalhador comum trabalha no mínimo 10 dias e, em alguns casos, como no comércio, 12 dias. E ainda é preciso lembrar que o expediente parlamentar é uma verdadeira moleza: das 15 às 18 horas, mas, eventualmente, termina bem antes, como nesta última quinta-feira, quando a sessão foi encerrada às 16h07 min.

Mas quem é que falou que deputado estadual é “trabalhador” comum?

O mais grave é que, nos seis dias “trabalhados”, nada de positivo saiu das sessões da Assembleia. E, para ajudar a enterrar mais um pouco a já crítica imagem do Poder, estourou um novo escândalo – o de um padre que recebe há 20 anos sem dar expediente.

Esta é a Assembleia que temos. Pior, impossível.

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