Lições da Decantação (1): Jornalistas tripudiaram sobre investigados na operação. E agora?

A rejeição da denúncia da Operação Decantação pela Justiça Federal deixa uma série de lições para os mundos jurídico e jornalístico que, se percebidas, podem evitar excessos semelhantes no futuro.

Entre elas, a forma como os veículos de comunicação trataram os 38 denunciados e, em especial, os 15 presos pela Polícia Federal (PF). Muitos foram os jornalistas que tripudiaram sobre o infortúnio dos acusados.

O tempo passou, o Ministério Público Federal (MPF) não conseguiu comprovar as denúncias e a Justiça Federal rejeitou o pedido para transformar os condenados em réus.

Em seu relatório, o juiz Rafael Ângelo Slomp, da 11.ª Vara de Goiânia classificou a denúncia de “inepta”, afirmando que ela “parte do pressuposto de criminalização da política”.

Criminalização da política é senso comum. Os jornalistas embarcaram nas “investigações” e foram pegos nessa armadilha. E agora?