Advogado de estudante agredido diz ter recebido com “perplexidade” a promoção do capitão

Bruno Pena, advogado do estudante, diz à Folha de S. Paulo ter recebido com perplexidade a promoção do capitão.

“Se fosse uma promoção por antiguidade eu juro que nem me manifestaria ou repudiaria. Mas trata-se de um oficial que agrediu um estudante que não estava fazendo nada, apenas reivindicando seus direitos”, disse ele ao jornal.

Segundo a Folha, há dois processos relacionados ao caso que correm na Justiça Militar. Um deles, por abuso de autoridade, ainda está em fase inicial, já que foi transferido da Justiça comum para a Militar. Outro, por lesão corporal, aguarda a realização de exames médicos complementares que mostrem os danos deixados no estudante devido à agressão.

Segundo Pena relatou à Folha, os exames mostrarão que seu cliente teve dano permanente, o que colocará a acusação a Sampaio como lesão corporal gravíssima, podendo, inclusive, levar o agora major a ser exonerado da Polícia Militar. “O Mateus não pode praticar esportes nunca mais, por exemplo. Há danos permanentes muito claros.”

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás informa que “a promoção das forças policiais é um ato da esfera administrativa, que compete ao Governo de Goiás.”

A secretaria também diz “que, até o momento, não há nenhuma condenação contra o capitão Augusto Sampaio de Oliveira Neto, que continua exercendo suas funções e foi promovido ao posto de major. Caso haja alguma sentença judicial contra o policial, a SSP acatará a decisão e tomará as providências necessárias.”