Entender os protestos é osso duro de roer. Bem que O Popular, nesta sexta, tenta, mas…

A atual onda de protestos de rua em todo o Brasil representa um dos maiores desafios já colocados para jornalistas, cientistas políticos, comentaristas e palpiteiros em geral quando ao entendimento correto do seu significado, conteúdo e objetivos.

Em sua edição desta sexta-feira, o jornal O Popular colocou seus jornalistas para escrever sobre as manifestações de ontem em Goiânia e pelo resto do Brasil.

São seis artigos que, se não tivessem sido publicados, não fariam a menor falta, já que não acrescentam nada de nada a tudo que foi dito até agora sobre os protestos e, ainda pior, gastam grande parte do espaço cansando o leitor com a rememoração de como os as manifestações começaram e – alguns deles, como Luis Spada – fazendo uma auto-exaltação detalhada da própria vida no “combate à ditadura e defesa de democracia”.

Olha as afirmações acacianas da turma de O Popular:

1 – “A manifestação é só um começo, é um primeiro passo”. (Fabiana Pulcineli, que não diz do quê a manifestação é só um começo).

2 – “Onde vai dar? Quem pode saber!”. (Rogério Borges, que pelo menos admitiu que não faz a menor ideia sobre onde vai dar).

3 – “Quem protesta, protesta contra algo”. (Karla Jaime,essa dispensa comentários).

4 – “O protesto é por tudo”. (Silvana Bittencourt, hummmnn…).

5 – “Os motivos são os mais variados”. (Luis Spada, ah é?).

6 – “E agora?”. (Cileide Alves, quero o dinheiro que paguei pela assinatura de volta, já que eu é que devo procurar a resposta).