Empresários reclamam da secretária de Economia, que vive fase de inferno astral: “Ela precisa nos deixar trabalhar”

A secretária da Economia, Cristiane Schmidt, vive fase de inferno astral. Depois de comprar briga com os auditores fiscais do estado, que pediram a sua saída do cargo, os empesários também abriram temporada de críticas à secretária forasteira, que está se inviabilizando no governo.

Com respaldo do secretário de Indústria e Comércio, Wilder Morais, os empresários aproveitaram evento de assinatura dos protocolos de intenções ealizado nesta terça-feira (4) no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, para criticar a secretária da Economia, Cristiane Schmidt, e manifestar insatisfaçõ com o governo Caiado.

No pano de fundo das cobranças, está o relacionamento tenso entre governo e setor produtivo em 2019, com críticas a atuação da CPI dos Incentivos Fiscais na Assembleia Legislativa, que teve apoio pessoal de Caiado. Além disso, os empresários ficaram insatisfeitos com a prorrogação do prazo para a contribuição ao fundo Protege e ainda buscam discussão sobre o no plano de incentivos fiscais, o ProGoiás.

Em discurso, representante da cervejaria Imperial, que planeja investir R$ 900 milhões em nova unidade em Jataí, pediu que a secretária tenha “dó” dos empresários. “Esperamos, que em breve, essa oportunidade que o Estado está nos dando seja revertida em empregos em oportunidades para todos nós e geração de tributos, mas esperamos que a secretária ‘Cristina’, que não conhecemos ainda, tenha dó de nós empresários e nos deixe trabalhar”.

O vice-presidente da FIEG e representante do Fórum Empresarial no evento, André Rocha, pediu diálogo no discurso e que os “desencontros” de 2019 fiquem no passado. “Nós queremos daqui para frente estabelecer esse diálogo, acho que quanto mais nos esforçarmos para conviver, para estar mais presente para ouvir o contraditório, para nos entender e não e não apenas tratar com informações desconexas ou imprecisas nós vamos avançar mais”

O próprio secretário de Indústria e Comércio, Wilder Morais, admitiu em discurso a divergência com a secretária de Economia, Cristiane Schmidt. “Estamos trabalhando no ProGoiás para que a gente faça um plano, que fique a gosto de todos os empresários e também a gosto do governo, eu brinco com ela [Cristiane Schmidt] a diferença minha e dela é que eu quero que os empresários contribua e pague, mas eu quero que eles ganhem um dinheirinho primeiro, e ela quer receber antes”, disse. “Esse programa vai contemplar os anseios de todos aqueles empresários que investe aqui no Estado, dando segurança para ele e dando conforto a questão fiscal do Estado”.

O governador Ronaldo Caiado voltou a dizer que apoia empresários, mas que a prioridade é “melhorar as condições para todos os goianos”. Afirmou ainda que não é possível ter segurança jurídica se o estado em situação de caos financeiro. “O Estado tem que estar cada vez mais aberto para ouvir também as demandas daqueles que gera emprego no nosso Estado, nós temos que conciliar neste momento, a sobrevivência do Estado junto com a demanda dos empresários”.

As informações são do jornalista Rubens Salomão, da Sagres 730.