“Decisão de fechamento é irreversível”, diz Baiocchi após reunião entre Caiado e empresários

O governador Ronaldo Caiado ainda trabalha com sua equipe detalhes do novo decreto com restrições para reduzir o contágio do novo coronavírus. Na terça-feira (12) foram realizadas videoconferências com o Fórum Empresarial e com as principais lideranças do Estado.

O presidente da Federação do Comércio de Goiás, Marcelo Baiocchi, um dos representante do Fórum das Entidades Empresarias do Estado de Goiás no Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus criado pelo governo estadual, afirmou à Sagres 730 nesta quarta-feira (13) que todos representantes manifestaram suas opiniões, porém Caiado anunciou a decisão de um decreto mais restritivo.

“O governador fez a explanação da decisão de novo fechamento, deu a palavra para cada um dos presidentes, todos se manifestaram, e ao final falou que, apesar de todas as manifestações, a decisão de fechamento era irreversível”, afirmou.

“Ele deixou muito claro que seria um novo fechamento e, que estaria autorizado o funcionamento, apenas a área de alimentação e a área de saúde, então entendemos que seria muito parecido com o segundo o decreto [.,.] e que o prazo desse novo decreto ia depender muito do índice de isolamento, se passasse de 50%, o decreto poderia ser flexibilizado”.

De acordo com Baiocchi, o Fórum Empresarial fez propostas ao Governador durante a reunião, dentre elas, um prazo maior antes das novas regras restritivas. “Sugerimos que desse mais um tempo para gente tentar, junto com a população, a ideia era até começar uma campanha nas redes sociais, na mídia, para que as pessoas ficassem mais em casa, e sair só em caso de necessidade”, disse.

“Sugerimos também atacar, especificamente, os pontos onde nós entendemos que está gerando aglomeraçãoque pode estar acontecendo isso, sugerimos utilizar as mil vans escolares que estão paradas, seria autorizado para que as vans pudessem auxiliar no transporte coletivo”. Outra proposta, segundo presidente da Fecomércio, foi a obrigatoriedade do uso do máscara sob pena de multa, além de o Fórum Empresarial comprar máscaras para distribuir à população de uma forma geral. “Sugerimos que estabelecesse normas mais rígidas para os bancos e supermercados, com limite de entrada de pessoas para que aconteça o que está acontecendo hoje”, disse.

“Estamos tentando ajudar o governo, para que se esse decreto seja por menor prazo possível, o governador deixou claro que pode ser por uma semana, 14 dias ou 20 dias, vai depender dos índices. Então nosso trabalho é para que esse índice abaixe rapidamente para que volte a liberdade de trabalho [..] quando nós defendemos a atividade econômica, a gente está defendendo as vidas, não adianta parar tudo, gerar desemprego e quebrar empresas. Vai morrer tantas pessoas quanto no covid”.