Talles promove audiência pública remota sobre retorno das atividades das escolas de Goiás

O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes, deputado estadual Talles Barreto realizou a 1ª audiência pública remota da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (3) para debater a retomada responsável das atividades dos estabelecimentos educacionais de ensino de Goiás.

Ao iniciar a audiência pública, Talles Barreto afirmou que o momento exige que é bom senso e equilíbrio para conseguir atender as normas de isolamento social e às escolas que estão fechando as portas por falta de recursos financeiros.

“Cada situação é uma situação e nós estamos à disposição para todas as discussões. Vamos ter que chegar a um denominador comum. Tenho convicção que poderíamos buscar com segurança o retorno dessas atividades para que os pais possam trabalhar e botar comida dentro de suas casas. O mundo será outro após a pandemia e vamos ter que nos reinventar”, pontuou.

O presidente do Conselho Estadual de Educação, Flavio Roberto destacou que é “o órgão de saúde quem determina sobre o funcionamento das escolas”. Ele ressaltou que estão sendo tomadas medidas para que os alunos não percam o ano letivo e as aulas remotas vão contar como dias letivo. O desafio, segundo ele, é de que forma que o ano letivo será encerrado. “Há uma discussão e estamos preparando protocolos de que forma e como poderemos voltar as aulas. O certo é que iremos retornar de forma de mista”, frisou.
A presidente do Conselho Municipal de Educação de Goiânia, Acácia Bringel destacou que até o dia 31 de julho as aulas presenciais estão suspensas com a manutenção das férias escolares para o mesmo mês. “Estamos participando de um comitê para a elaboração de protocolos de retorno com a participação das secretarias estadual e municipal de educação para que possamos pensar a forma mais assertiva”, concluiu.
Representante do Poder Executivo, professor Weverton Júnior Guimarães, ressaltou a necessidade de retorno das escolas pois muitas estão fechando as portas por não terem como pagar seus funcionários. “A maioria das escolas de educação infantil em Goiânia são pequenas e não tem uma margem de lucro de 30% conforme solicita o projeto que estão debatendo aqui. Se essas escolas quebrarem, teremos crianças sem escola. Gostaria que todos colocassem a mão na consciência e pensassem em todos os fatores da cadeia educacional”, destacou.

O presidente da Comissão, Talles Barreto, encerrou a audiência afirmando que vai agendar encontros presenciais com os representantes que participaram da reunião para chegarem a um acordo comum entre as partes para o retorno seguro e responsável das aulas em Goiás.Participaram da reunião a presidente do Conselho Municipal de Educação de Aparecida de Goiânia, Doralice de França Santos; o presidente do Conselho de Diretores das Escolas Municipais e CMEIs de Goiânia (Condir), Diego Monteiro Silva; representante de Pais do Ensino Fundamental e Educação Infantil do Município de Goiânia, Jhonatan de Macedo Sousa; representante do Movimento Comunitário, Dilma Vieira da Silva Mattos e o representante da Associação das Instituições de Ensino Privadas de Goiás, Paulo Henrique Pedrosa.