Mabel diz que ninguém aguenta mais ficar em casa e a economia precisa girar: “Isolamento é só na cabeça do Caiado”

O presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, afirmou que o coronavírus chegou para ficar e, por isso, medidas de fechamento de atividades econômicas não resolverão o problema. Mabel acredita que 70% da população será contaminada pelo vírus até que haja uma vacina para a doença.

O governador Ronaldo Caiado reúne-se com prefeitos e demais poderes nesta segunda-feira (29) para avaliar até mesmo a decretação de lockdown devido o crescimento de casos do novo coronavírus.

Para Mabel, Caiado perdeu a capacidade de liderar porque não se abriu ao diálogo. Ele ressalta que não há solução à vista para a covid-19 e, por isso, é impossível contê-la, sinalizando que os empresários devem dificultar eventuais novas medidas de fechamento.

“Fechamento é só na cabeça do Caiado. Nem ninguém mais apoia essa ideia. O coronavírus veio para ficar. Você não tem condição de segurá-lo fechando. As empresas têm que ajudar. Chama todo mundo e vamos fazer um trabalho para todo mundo ir pegando. Crianças, quando voltarem para a escola, todas vão ter. Vai segurar quanto? Um ano, dois anos? Vai deixar todo mundo em casa? Não tem isso”, sublinhou.

De acordo com Mabel, o coronavírus é outra dengue e veio para ficar. “Se tivéssemos esperando vacina e remédio de dengue, todos estaríamos mortos de fome. Temos que aprender a conviver e combater o coronavírus, preparar nossos filhos, nossos parceiros. De 70% a 80% da população vão se contaminar, mas ela não vai ter uma reação grande. Alguns vão ter um pouco mais, outros menos. Alguns casos vão complicar, vão para o respirador. Mas é uma realidade. Vamos aprender a conviver com ela. Temos que ensinar as pessoas a lavar mais as mãos e tudo mais”, frisou

E arrematou: “Essa conversa de isolamento acabou. Ninguém aguenta mais isso. Está todo mundo quebrando. A economia e a vida têm que voltar a rodar. Vamos conviver como convivemos com a dengu, malária e outras coisas”.