Lojistas da Região da 44 rejeitam lockdown de Caiado

Lojistas da região da 44, em Goiânia, rejeitaram o lockdown proposto pelo  governador Caiado, que defende isolamento alternado em Goiás a partir desta terça (30/6).

Eles também criticaeam o posicionamento da prefeitura da capital, que sinalizou que irá acompanhar o decreto estadual.

Em nota, a Associação Empresarial da Região da 44 (AER44) informou que recebeu “com indignação” a informação sobre a possibilidade de não haver a reabertura da região, prevista para amanhã (30). A reabertura estava prevista por um decreto municipal.

Leia nota na íntegra:
A Associação Empresarial da Região da 44 (AER44) e os mais de 13 mil lojistas do polo de confecção e moda, o segundo maior do Brasil, recebe com indignação a informação da possibilidade de não haver a reabertura da região, prevista para amanhã, 30 de junho, conforme estabelece decreto municipal de número 1.187/2020.
Tal situação traz para o polo comercial, de onde mais de 150 mil famílias tiram seus sustento, uma enorme insegurança jurídica e econômica. Os micro e pequenos empreendedores, que são a grande maioria na região, não têm mais a mínima condição de manter seus negócios fechados. Empregos já estão sendo perdidos, famílias que dependem da cadeia econômica movimentada pelo polo comercial já passam fome. 
Vale lembrar que ao longo da última semana os empreendimentos e lojas da 44  se mobilizaram, reconvocaram colaboradores, procederam a assepsia dos estabelecimentos,  investiram pesado em insumos e equipamentos que garantam o atendimento às medidas sanitárias previstas no decreto e preconizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde, a própria AER44 providenciou a limpeza e sanitização das ruas do polo de confecção e moda. Vale lembrar ainda a região sempre deu sua parcela de sacrifício desde o início da decretação do estado de emergência em saúde pública e segue contribuindo, uma vez que já está abrindo mão da não vinda das caravanas de compras de outros estados, o que já representa uma redução de 70% do público consumidor da Região
Infelizmente o comércio em Goiânia e em Goiás está a mercê de uma falta de coordenação dos agentes públicos, nas esferas municipais e estaudal, em tomar medidas que efetivamente tenham resultado e que tragam um mínimo e previsibilidade para empresários e trabalhadores. O estado e a prefeitura exigem que esses pequenos empreendimentos mantenham suas portas fechadas, mas não dão nenhuma condição para que os mesmo recuperem os prejuízos que só se acumulam com estes 100 dias de fechamento.