Instituição goiana é responsável por obra de restauração no Jockey Club de São Paulo

A Elysium Sociedade Cultural, organização social sediada em Goiânia desde 2010, é a responsável pelas obras de restauração em andamento no Jockey Club de São Paulo. Desde junho deste ano, profissionais especializados em restauro de obras tombadas pelo patrimônio histórico se dedicam a analisar e retirar peças do pórtico de entrada principal do Jockey Club.

Segundo a diretoria da Elysium, a previsão é que as obras sejam concluídas em outubro.

Por meio da lei de Incentivo Federal Rouanet, serão investidos R$ 3,7 milhões na obra nessa primeira etapa. O projeto de restauração inclui desde os pórticos de entrada até os salões e arquibancadas.

Para o empresário Benjamin Steinbruch, que preside o conselho do Jockey Club de São Paulo, “esse restauro prepara o Jockey Club para reviver seus dias de glória, mas desta vez como uma opção de lazer inclusivo, que manterá seu glamour, mas será acessível a todos os paulistanos e turistas que visitem a cidade”.

Segundo o coordenador técnico da Elysium, o engenheiro civil Wolney Unes, o trabalho de restauração no local, o maior complexo Art Déco da América Latina, deve ser minucioso. “Esse é o primeiro restauro feito com todos os cuidados, preservando a originalidade da estrutura”, disse. “O edifício tem uma importância que extrapola os limites de São Paulo”, acrescentou.

O engenheiro disse ainda que a restauração do complexo contará com diversas etapas. “Queremos que o Jockey Club resgate seus encantos, que aqueles ambientes tenham a mesma essência de quando foram projetados. Quem visita o complexo hoje, percebe os sinais do tempo, a degradação. Estamos trabalhando para estimular a população a se apropriar desse patrimônio e preservá-lo”, disse Giulyane Nogueira, diretora da organização social.

A Elysium Sociedade Cultural já tem 30 anos de experiência e assina projetos para restaurações históricas, como é o caso do Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, bem como a dinamização do restauro do Forte dos Remédios, na ilha de Fernando de Noronha, além de tantos outros em todo o País e em cidades como Goiás e Pirenópolis. “A Elysium se dedica à memória cultural do país”, afirmou Wolney.