Campanha de vacinação contra febre aftosa termina dia 30

A segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa entra na reta final. Os pecuaristas têm apenas mais uma semana para vacinar bovinos e bubalinos de até 24 meses de idade. O alerta é do Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), lembrando que o prazo final para compra e aplicação de vacinas é 30 de novembro.

José Essado, presidente da Agência, afirma que a segunda etapa de 2020 segue ritmo normal, sem quaisquer intercorrências. Ele ressalta que a oferta de vacinas está regular em todo o Estado. A previsão é imunizar 10 milhões de animais. O insumo utilizado é a vacina bivalente, na dosagem de 2 ml. As diretrizes da segunda etapa foram definidas pela Portaria nº 516/2020 da Agrodefesa.

Essado reafirma a importância da vacinação, medida sanitária fundamental para garantir a saúde dos animais. Essa condição é imprescindível para atender as exigências dos mercados nacional e internacional de proteína animal. “A pecuária é um segmento que gera milhares de empregos, renda e divisas para Goiás, graças ao reconhecimento do Estado como área livre de aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)”, enfatiza o dirigente da Agrodefesa.

Raiva

Neste mês de novembro, a vacinação contra a raiva dos herbívoros é obrigatória em 121 municípios goianos considerados de alto risco para a doença. A aplicação deve ocorrer simultaneamente com a vacinação contra aftosa, abrangendo bovinos, bubalinos, equídeos, muares, caprinos e ovinos de até 12 meses de idade, conforme estabelece a Portaria nº 516/2020.

O gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Antônio do Amaral Leal, ressalta a importância do combate à raiva, doença transmitida pelo morcego vampiro da espécie _Desmodus rotundus_. Sem controle, ela causa grandes prejuízos aos pecuaristas e à economia do Estado. Ele reforça que a prevenção por meio da vacinação é a medida sanitária mais eficiente de controle. Vale ressaltar que após contaminação do animal não há tratamento e cura, ou seja, a letalidade é de 100%.