quinta-feira , 23 abril 2026
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Justiça mantém prisão de delegado acusado de fraudes milionárias na educação e determina transferência para a CPP

Corrupção

• A Justiça de Goiás converteu em preventiva a prisão do delegado Dannilo Ribeiro Proto, investigado por fraudes e desvio de recursos públicos que somariam R$ 2,2 milhões em contratos ligados à educação. Também foi determinado que ele seja encaminhado à Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia, após audiência de custódia nesta sexta-feira (22).

A decisão judicial

• A juíza Lívia Vaz da Silva determinou que o delegado cumpra a prisão em cela especial, medida justificada para resguardar sua integridade física.

• A defesa ainda pode recorrer, mas a prisão preventiva reforça a gravidade das suspeitas levantadas pelo Ministério Público.

A operação

• A investigação faz parte da Operação Regra de Três, conduzida pelo MP-GO em parceria com a Polícia Civil, que apura a existência de uma organização criminosa liderada por Dannilo e sua esposa.

• O Ministério Público do Estado de Goiás estima que, desde 2020, o esquema teria desviado mais de R$ 2,2 milhões dos cofres públicos

• O grupo é acusado de fraudar contratos de reformas em escolas estaduais, além de direcionar licitações de concursos e serviços gráficos.

Esquema de desvios

• O MP aponta indícios de crimes como falsidade ideológica, lavagem de capitais e contratação ilegal, com ramificações que ultrapassaram o setor educacional.

• Entre os contratos investigados estão a impressão de material didático e a contratação irregular de um instituto para realizar concurso da Câmara de Rio Verde.