quinta-feira , 23 abril 2026
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Eduardo Prado reage ao arquivamento de projeto que revogava a lei das obras sem licitação do governo Caiado

• Erro grave

O deputado Eduardo Prado (PL) criticou duramente, nesta quarta-feira (15), a decisão da Assembleia Legislativa de Goiás de arquivar seu projeto de lei que revogava a lei que autorizava o governo Caiado entregar R$ 3 bilhões de mãos beijadas a OS do aliado político dele, Ifag, sem chamamento público e licitação.

Prado classificou a norma como “um vexame nacional que legalizou obras sem licitação” e afirmou que sua proposta buscava “corrigir um erro grave”.

• Abuso dos colegas

O parlamentar baseou sua iniciativa na decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a eficácia da lei por violar o regime constitucional de licitações e o princípio da isonomia.

Mesmo assim, o projeto foi rejeitado em votação preliminar, após pedido do deputado Talles Barreto (UB) para que os colegas derrubassem a proposta.

• Postura questionada

O presidente da Assembleia, Bruno Peixoto (UB), justificou o arquivamento afirmando que o debate seria “inócuo”, já que a lei está suspensa por decisão judicial: “Ela não existe, está ineficaz”, declarou.

No entanto, a argumentação foi duramente contestada por juristas consultados pela reportagem, que lembram que a suspensão liminar não extingue a lei, apenas impede sua aplicação temporária.

• Competência legislativa

De acordo com o Regimento Interno da Assembleia, a votação preliminar não impede a reapresentação da matéria desde que haja apoio da maioria absoluta dos deputados.

A revogação legislativa é ato próprio do Parlamento e pode, inclusive, corrigir inconstitucionalidades apontadas pelo STF.

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