quinta-feira , 23 abril 2026
Anápolis

Márcio Correa transforma saúde em política, exige números em vez de qualidade na UPA de Anápolis; médico denuncia prefeitura no Cremego

• Pressão

Uma denúncia encaminhada ao Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) revelou, nesta sexta-feira (17), o clima de pressão e autoritarismo dentro da UPA Alair Mafra, em Anápolis.

O médico Edson Veloso Vieira Neto afirma ter sido demitido por mensagem de WhatsApp depois de se recusar a seguir a ordem de aumentar o número de atendimentos a qualquer custo.

Segundo ele, a gestão municipal, sob o comando do prefeito Márcio Corrêa (PL), trata a saúde como vitrine política, priorizando estatísticas em vez de vidas.

• Política da aparência

“Querem número, querem mostrar resultado político, mas não querem cuidar das pessoas. Medicina não se faz com quantidade, se faz com qualidade.”

O médico contou que o diretor clínico da unidade chegou a designar uma técnica de enfermagem para fiscalizar o ritmo de atendimento, cobrando produtividade como se a UPA fosse uma linha de produção. “Isso cansa, desumaniza o médico e coloca o paciente em risco”, afirmou.

• Denúncia

O Cremego confirmou o recebimento da denúncia e informou que o caso tramita sob sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional.

O presidente do conselho, Rafael Martinez, reforçou que a Resolução nº 118/2025 garante ao médico autonomia para determinar o tempo adequado de consulta.

“O bom atendimento exige tempo, atenção e cuidado. Nenhum gestor pode impor metas que ameacem a segurança do paciente”, afirmou.

• O desespero por curtidas

O prefeito Márcio Correa vem tratando a saúde pública como se fosse mais um vídeo nas redes sociais, e não com humanidade. Ele quer quantidade de atendimentos para ganhar curtidas no Instagram.

Enquanto Marcinho exibe números e tenta transformar a dor alheia em propaganda, médicos são pressionados, pacientes são desrespeitados e a medicina perde sua essência. É o fim da picada.

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