quinta-feira , 23 abril 2026
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Governo brasileiro comemora o fim da “tarifa Bolsonaro” após recuo dos EUA

• Diplomacia por trás da suspensão

Negociadores brasileiros tratam a retirada do tarifaço de 40% como resultado direto das conversas retomadas em outubro entre os governos dos dois países.

Segundo fontes da diplomacia, Trump mencionou no decreto a ligação de 6 de outubro com o presidente Lula, quando ambos concordaram em renegociar o escopo das tarifas.

A medida, válida de forma retroativa desde 13 de novembro, coincide com o encontro recente entre o senador Marco Rubio e o chanceler Mauro Vieira, em Washington.

• Brasil evita narrativa de “favor” dos EUA

Diplomatas ouvidos afirmam que, apesar do alívio para setores exportadores, o governo brasileiro não quer transmitir a ideia de que a Casa Branca concedeu um benefício por gentileza.

Internamente, a sobretaxa de 50% é chamada de “tarifa Bolsonaro”, por ter sido motivada por razões políticas ligadas ao ex-presidente — e não por desequilíbrios econômicos entre os países. A avaliação é de que Washington está apenas corrigindo um problema que criou.

• Processo que levou ao recuo

Segundo negociadores brasileiros, a reversão foi construída em etapas: a retomada do diálogo técnico, a ligação entre Lula e Trump, reuniões sucessivas entre Marco Rubio e Mauro Vieira, e o avanço nas tratativas bilaterais.

Esse conjunto de movimentos levou à suspensão da tarifa adicional, que havia afetado produtos estratégicos como café, carnes, frutas e castanhas.