quinta-feira , 23 abril 2026
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Família Caiado ignora decisão do STF e mantém ocupação em área quilombola da Antinha de Baixo

Descumprimento

• Mais de dois meses após o STF determinar que os moradores da Antinha de Baixo retomassem suas casas, pessoas ligadas à família Caiado continuam ocupando o território quilombola, impedindo o retorno das famílias e mantendo estruturas utilizadas na desocupação. As informações são do portal Metrópoles.

Situação

• A decisão de Edson Fachin cassou medida que favorecia os herdeiros da família, reconhecendo risco de dano irreversível a território quilombola.

• Mesmo assim, imóveis continuam ocupados por pessoas ligadas aos Caiado, e casas derrubadas não foram devolvidas às famílias.

• Imóvel usado como base da desocupação segue funcionando com tratores, carros e materiais diversos.

Região

• Há áreas aradas e materiais como calcário espalhados, segundo moradores, para preparo de plantio.

• Placas no local indicam propriedade ligada ao espólio de Maria Paulina Boss, tia de Ronaldo Caiado.

Histórico

• O TJGO havia determinado a desocupação de 32 casas, favorecendo herdeiros Luiz Soares de Araújo, Raul Alves de Andrade Coelho e Maria Paulina Boss.

• Breno e Murilo Caiado, primos do governador, acompanharam etapas da retirada de moradores.

• Após denúncias, STF, Justiça Federal e até o TJGO suspenderam novas derrubadas.

Reconhecimento

• Moradores afirmam há décadas que a Antinha é território quilombola, com ocupação tradicional de cerca de 400 anos.

• O Incra acionou a AGU e reforçou que compete à Justiça Federal definir a situação jurídica da área.

• Fachin considerou que a autodeclaração já impõe proteção imediata.