quinta-feira , 23 abril 2026
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Lixão de Padre Bernardo vive novo colapso ambiental — córrego volta a ser contaminado

• Tragédia recorrente

O lixão de Padre Bernardo, no Entorno do Distrito Federal, voltou a registrar um deslizamento que contaminou novamente o córrego Santa Bárbara, segundo a Semad.

É o terceiro colapso em menos de seis meses, revelando um passivo ambiental que segue se agravando enquanto toneladas de lixo permanecem expostas, instáveis e sem solução definitiva.

• Contaminação repetida

O novo deslizamento ocorreu na mesma pilha de resíduos que já havia desmoronado em junho de 2025, episódio que despejou 42 mil metros cúbicos de lixo na área e motivou multa de R$ 37,5 milhões à empresa Ouro Verde.

A segunda pilha, formada com o lixo retirado após o desastre inicial, também já apresentou falhas. Agora, a água do córrego segue proibida para consumo por risco sanitário.

• Causas e omissões

Mesmo com chuvas intensas registrando cerca de 140 mm no dia do acidente, a Semad ainda não aponta fatores conclusivos. Mas o Ministério Público já havia alertado: tratava-se de “uma tragédia anunciada”, devido ao funcionamento irregular do aterro, sem licença ambiental e causando danos reiterados à comunidade e ao ecossistema local.

• Monitoramento falho

A Ouro Verde sustenta que o deslizamento ocorreu em área já isolada e monitorada, sem ampliação do perímetro afetado. Porém, diante da reincidência, a Semad afirma que deve aplicar novo auto de infração por descumprimento da obrigação de estabilizar o maciço.

• Risco permanente

Cinco meses após o primeiro colapso, outro deslizamento já havia ocorrido — sem atingir o curso d’água, mas sinalizando que a estrutura permanece instável.

Agora, com a terceira ocorrência, o quadro evidencia risco permanente, necessidade urgente de remoção adequada dos resíduos e ação efetiva do Estado para impedir que novas contaminações devastem o ambiente e coloquem vidas em perigo.