quinta-feira , 23 abril 2026
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Mabel quer fechar contrato de R$ 13,3 milhões sem licitação com empresa de sinalização já barrada pelo TCM

• Contrato na calada

Fechar contrato para pintar asfalto nunca foi tão rentável como agora na administração de Sandro Mabel (UB). Basta entregar uma Ata de Registro de Preço e faturar uma grana preta. E é exatamente isso que uma empresa do interior de São Paulo, com ficha questionável, está fazendo em Goiânia, ao arrepio da fiscalização do Ministério Público.

Enquanto o prefeito prega religiosamente um tal aperto nas contas e “calamidade financeira”, a Prefeitura de Goiânia caminha na direção contrária. Isto é uma vergonha.

A gestão decidiu recontratar, sem licitação, uma empresa de sinalização viária por R$ 13,3 milhões — a mesma que já teve contrato questionado e barrado pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO).

• Velha malandragem

A empresa Jardiplan já havia sido contratada em 2024 por R$ 30,8 milhões. Em 2025, a prefeitura tentou um contrato ainda maior, de R$ 167 milhões, mas o TCM barrou por irregularidades. Agora, mesmo com o histórico recente, a solução escolhida foi dispensar a licitação e atropelar tudo. Tem caroço nesse mingau.

• Calamidade

A justificativa oficial aponta urgência na sinalização. Mas a pergunta que fica é simples: se existe calamidade financeira, e uma empresa que estava trabalhando, mas foi boicotada, por que fechar contratos desse tamanho sem concorrência? Qual a coerência nisso, Mabel?

Calamidade costuma significar cortar gastos, rever prioridades e dar transparência — não assinar acordos milionários “na calada”.