• Escalada no conflito
O Irã elevou o tom neste sábado (18) durante o confronto com os Estados Unidos e Israel. A Guarda Revolucionária voltou a fechar o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
No mesmo dia, o país confirmou que disparou contra dois petroleiros da Índia que navegavam pela região. A ação teria como objetivo forçar a saída das embarcações da rota. Um dos navios atingidos é um superpetroleiro do tipo VLCC, carregado com cerca de 2 milhões de barris de petróleo iraquiano.
• Reação internacional
O governo indiano reagiu imediatamente. O Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador iraniano em Nova Déli para prestar esclarecimentos e manifestou preocupação com o episódio.
• Disputa sobre o controle da rota
O Irã afirmou que não reconhece as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a livre navegação na região. Segundo Teerã, o bloqueio será mantido enquanto continuarem as restrições impostas por Washington a embarcações iranianas.
O episódio ocorre dias após Trump anunciar um cessar-fogo de dez dias envolvendo Israel no Líbano — ponto central nas negociações do conflito iniciado em fevereiro. Mesmo assim, os EUA mantêm presença militar no estreito e afirmam que só irão recuar após a conclusão total das negociações.

















