• Moraes ainda vai ouvir a defesa
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sobre a continuidade da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro deve ficar para a próxima semana. A avaliação é da defesa do ex-presidente, que leva em conta os prazos abertos no processo antes de uma nova manifestação do magistrado.
• PGR recomenda aguardar inquérito
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que ainda não há elementos suficientes para concluir que Bolsonaro cometeu falta grave no episódio envolvendo uma arma de fogo registrada em seu nome. Para a PGR, o caso ainda está em fase inicial de apuração e deve ser melhor esclarecido pela investigação.
• Arma apreendida pesa na análise do STF
A pistola foi apreendida em 15 de junho, durante uma blitz da Polícia Militar no Pistão Norte, em Taguatinga, no Distrito Federal. O armamento estava com um sargento do Exército ligado ao GSI, que teria informado aos policiais que a arma pertencia a Bolsonaro e seria levada para conserto.
Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, Bolsonaro confirmou ser o dono da arma. A defesa sustenta que o armamento apresentava falha mecânica e teria sido entregue ao militar para reparo. Os advogados também afirmam que o ex-presidente tinha autorização para manter a pistola.
• Prazo de 90 dias chegou ao fim
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde 27 de março, por decisão de Moraes, em razão de problemas de saúde. O prazo inicial de 90 dias terminou nesta quinta-feira, 25 de junho, e o ministro agora terá de decidir se mantém o benefício ou determina o retorno do ex-presidente ao regime fechado.
Aliados de Bolsonaro temem que Moraes interprete o episódio da arma como descumprimento das regras da prisão domiciliar. No despacho, o ministro citou a possibilidade de falta grave, hipótese que pode levar à perda do benefício e à volta do ex-presidente para uma unidade prisional.

















