• Discurso confrontado pela realidade
Ronaldo Caiado transformou a frase “bandido não se cria em Goiás” em uma das principais marcas políticas de seu governo. Daniel Vilela repetiu que criminosos não se criam no estado. Mas uma operação realizada nesta quinta-feira (23) revelou uma facção com forte atuação em território goiano e quase R$ 59 milhões sob bloqueio judicial.
• Facção tinha influência em Trindade
A 15ª fase da Operação Destroyer cumpriu 17 mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão. Em Goiás, as diligências ocorreram em Goiânia, Trindade e Aparecida de Goiânia. Também houve ações no Rio de Janeiro, Pernambuco e Mato Grosso.
• Chefes aparecem entre os alvos
Segundo a Polícia Civil, integrantes apontados como lideranças da facção na região de Trindade estão entre os investigados. O grupo é suspeito de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
• Investigação começou com 500 quilos de droga
A apuração teve início em dezembro de 2024, após quatro prisões e a apreensão de aproximadamente 500 quilos de maconha transportados do Paraná. A partir do flagrante, a polícia identificou uma estrutura interestadual dedicada ao tráfico e à ocultação dos lucros.
• Dinheiro passava por pessoas e empresas
A Justiça determinou o bloqueio de quase R$ 59 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao esquema. A medida busca impedir que os recursos continuem financiando a atuação da organização.
• Operação desmonta narrativa
A ação demonstra capacidade investigativa da Polícia Civil. Porém, contradiz discursos políticos absolutos de que facções não encontram espaço em Goiás. Se não existisse estrutura criminosa no estado, não haveria lideranças locais, empresas investigadas nem uma fortuna milionária a ser bloqueada.

















