• Registro indeferido
O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) indeferiu, por unanimidade, o registro de candidatura de Rafael Marra e Silva, sobrinho do prefeito de Caldas Novas, do Podemos, a deputado estadual nas eleições de 2026.
O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (9). O relator foi o juiz federal Mark Yshida Brandão.
• Exoneração não foi suficiente
Rafael deixou formalmente o cargo de secretário-geral de Governo de Caldas Novas em 1º de abril, dentro do prazo de desincompatibilização.
Para o TRE-GO, porém, as provas demonstraram que ele continuou exercendo, na prática, atividades de articulação e interlocução ligadas à administração municipal.
• Vídeos pesaram na decisão
Entre os episódios citados estão a retomada da Feira de Santa Efigênia, a apresentação e entrega de 95 casas do Loteamento Avança I e o acompanhamento de demandas administrativas.
O acórdão também menciona uma fala de Daniel Vilela, que chamou Rafael de ex-secretário que “está constantemente fazendo a interlocução com o Governo do Estado”.
• Defesa negou atuação administrativa
A defesa alegou que Rafael apenas participava de atividades políticas, sociais e comunitárias e apresentou documentos apontando que ele não assinou atos administrativos após a exoneração.
A Procuradoria Regional Eleitoral também opinou pelo deferimento do registro.
• TRE viu afastamento apenas formal
O tribunal entendeu, entretanto, que a ausência de assinatura de documentos não impede a comprovação de atuação administrativa informal.
Para a Corte, o conjunto de vídeos, publicações e circunstâncias demonstrou que Rafael permaneceu ligado à dinâmica da Prefeitura, frustrando a exigência de afastamento efetivo para disputar a eleição.

















