• Obra e gestão terceirizadas
O prefeito Sandro Mabel pretende destinar R$ 41 milhões à conclusão das obras e à gestão da UPA do Jardim Guanabara III, fechada desde janeiro de 2020. Segundo O Popular, serão R$ 2,2 milhões mensais por 18 meses, mediante chamamento público, sem licitação.
O Conselho Municipal de Saúde é contrário à terceirização. Nas resoluções nº 208/2025 e nº 226/2026, aponta riscos à transparência, à fiscalização do dinheiro público e às relações de trabalho.
• Sindsaúde questiona as OSs
Em informativo de maio, o Sindsaúde-GO sustenta que a gestão por OSs fragiliza o SUS, reduz o controle público e favorece contratos instáveis. O sindicato defende concursos e administração direta, usando a crise das maternidades como exemplo dos problemas do modelo.
Auditoria do SUS apontou R$ 2,5 milhões a devolver por serviços não prestados nas maternidades. Na Célia Câmara, 414 trabalhadores dependeram de acordo judicial para receber verbas rescisórias. O sindicato também relata fechamento de leitos e falta de profissionais.
• De 120 dias para quase sete anos
Quando a Prefeitura de Goiânia fechou o Cais do Jardim Guanabara III, em janeiro de 2020, para transformá-lo em UPA, a Secretaria Municipal de Saúde prometeu concluir a reforma em apenas 120 dias. Na época, moradores, representantes do Sindsaúde-GO e integrantes do Conselho Local de Saúde alertaram para o risco de a unidade nunca mais reabrir.
Quase sete anos depois, a obra continua inacabada, e a Prefeitura agora pretende entregar sua conclusão e a gestão da unidade a uma organização social, num contrato de R$ 41 milhões. O problema nasceu da incapacidade da prefeitura para concluir uma obra pública, e foi repassada de um prefeito para outro como legado.
Sandro Mabel não era prefeito quando o Cais foi fechado, mas agora precisa explicar por que a solução escolhida é a terceirização, justamente o modelo contestado pelo Conselho Municipal de Saúde.

















