• Promessa não cumprida
A Prefeitura de Goiânia informou, em 2020, que gastaria R$ 2.180.092,30 para reformar e ampliar o Cais do Jardim Guanabara III, transformando-o em UPA. A conclusão estava prevista para agosto daquele ano, conforme informou a própria Prefeitura.
Em 2025, a unidade apresentava paredes levantadas e pintura renovada. Faltavam acabamentos e intervenções nos fundos. Mesmo assim, os trabalhos continuaram sem conclusão.
• TCM identificou problemas
O Tribunal de Contas dos Municípios apontou que intervenções classificadas como manutenção eram, na realidade, obras de ampliação, com construção de novas áreas e alterações estruturais. Também identificou problemas na adesão a uma ata de preços de Roraima, com itens mais caros que os valores de referência.
• Irregularidades confirmadas
Em 14 de outubro, o TCM-GO reconheceu irregularidades no contrato de R$ 107 milhões da Saúde municipal: ausência de comprovação de vantagem econômica, adesão acima do limite legal e documentação insuficiente para comprovar serviços pagos. Cinco responsáveis foram multados.
Mabel pretende contratar uma organização social, sem licitação, para concluir a UPA e administrá-la por 18 meses. O valor autorizado é de R$ 41 milhões.
• O que falta explicar?
Quanto custará terminar a obra? Quanto ficará para equipamentos e gestão? A nova contratação respeitará as determinações do TCM-GO ou essa é mais uma manobra para burlar a lei com outro modelo de contratação e executar serviços anteriormente apontados como irregulares?

















