Pesquisa Serpes: Marconi lidera e bate todos os adversários em todos os cenários apresentados

Pesquisa Serpes publicada pelo jornal O Popular, deste domingo, aponta que o governador Marconi Perillo lidera em todos os cenários apresentados ao eleitor e bate todos os adversários.

Veja a reportagem:

 

Serpes/O POPULAR

A um ano das eleições, Marconi e Iris lideram corrida ao governo

Segunda rodada da pesquisa aponta empate técnico entre tucano e peemedebista na estimulada

Fabiana Pulcineli 27 de outubro de 2013 (domingo)

A pouco menos de um ano das eleições estaduais, o governador Marconi Perillo (PSDB) e o ex-governador Iris Rezende (PMDB) seguem polarizando a disputa para o governo de Goiás, de acordo com a segunda rodada da pesquisa Serpes/O POPULAR, realizada dos dias 21 a 25 de outubro. O tucano tem 27,2% das intenções de voto enquanto o peemedebista aparece com 25,6% na pesquisa estimulada, em que foram apresentados ao eleitor oito nomes cotados para a disputa.

O empresário e ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso (PSB) ocupa o terceiro lugar no levantamento, com 11,5%. O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM), que saiu da aliança com o PSB no dia 10 após desentendimentos com a direção nacional do PSB, registra 7,2% das intenções de voto.

O prefeito de Anápolis, Antônio Gomide (PT), tem 5,4% da preferência dos eleitores. O empresário José Batista Júnior, conhecido como Júnior do Friboi (PMDB), tem apenas 2,1%. O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), e o vice-governador José Eliton (PP), são os últimos colocados na pesquisa, com 1,9% e 1,4%, respectivamente.

Diante das oito opções apresentadas, 9,7% dos eleitores disseram que votariam nulo ou não votariam. Outros 8% responderam que não sabem em quem votariam. O instituto Serpes ouviu 801 eleitores em 31 municípios.

Na primeira rodada da pesquisa, realizada dos dias 10 a 12 de julho, em um clima ainda de impacto das manifestações populares, Marconi aparecia com 25,7% e Iris com 24,5%. Nos dois levantamentos, o cenário é de empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos.

A pesquisa simulou quatro cenários com apenas três candidatos na disputa ao governo. Em um quadro igual ao das eleições de 2010, quando os três principais candidatos eram Marconi, Iris e Vanderlan, o tucano aparece à frente, em um caso de empate técnico com Iris (2 pontos porcentuais de diferença). Marconi tem 33,6% e o peemedebista, 31,6%. Vanderlan alcança 15,9%. A pesquisa de julho também apontava empate, mas com vantagem para Iris (32,3% a 30% de Marconi).

No cenário em que o candidato do PMDB é Júnior, Marconi lidera com 41,1%. Vanderlan vem em segundo lugar, com 23,5%. O peemedebista tem apenas 5%.

Já num quadro sem Marconi e com o vice-governador como candidato da base do governo, contra Iris e Vanderlan, o peemedebista aparece com 43,3%. Vanderlan tem 22% e José Eliton, 4%.

Em um quarto cenário, com Júnior, Eliton e Vanderlan, o pessebista lidera com 36,6%, contra 7,5% do peemedebista e 4,5% do pepista.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados ao eleitor, o governador Marconi Perillo lidera com 20,5% – quase 15 pontos porcentuais à frente de Iris, que tem 5,6%. Vanderlan aparece com 4,7%.

No levantamento realizado em julho, a diferença entre o tucano e o peemedebista era menor, de 9,5 pontos porcentuais. Marconi era citado por 24% e Iris por 14,5% dos entrevistados.

O diretor do instituto Serpes, Antônio Lorenzo, diz que o fato de outros nomes do PMDB ou do PT terem aparecido mais no cenário para 2014 pode explicar a redução de Iris. “A pesquisa espontânea aponta nomes que estão na ponta da língua do eleitorado. Não é possível apontar bem o que explica (a redução), mas pode ser que há 3,5 meses não se falava tanto de alguns nomes e agora se fala mais dentro do grupo de aliados de Iris”, afirma.

O peemedebista não se coloca oficialmente como pré-candidato ao governo, diferentemente de Júnior.

Vinte nomes são citados na pesquisa espontânea, sendo 16 deles com menos de 1% (veja quadro). O porcentual de eleitores que não sabem em quem votar subiu de 29% em julho para 53,8% nesta rodada, na espontânea.