Vitória: em Brasília, Marconi convence Minas e Energia a reconhecer valor da Celg

O jornal O Popular diz que o Ministério de Minas e Energia (MME) deu aval ontem para que as avaliadoras da Celg apresentem dois preços pela companhia – um considerando a concessão com fim em 2015 e outro levando em conta a possível prorrogação até 2045. O governo goiano considerou a decisão uma vitória, já que sinaliza para a possibilidade de a Eletrobras aceitar fechar a negociação dos 51% das ações da Celg por um valor maior, caso seja confirmada a prorrogação da concessão. Nem a Eletrobras nem o MME se manifestaram oficialmente sobre a reunião.

Na mesma reportagem, a informação é de que o presidente da CelgPar, Fernando Navarrete ,  disse que o governo e a CelgPar estão satisfeitos com o avanço da reunião de ontem. “O que travava tudo até agora era nossa luta para que se reconhecesse o direito de que se avaliasse a empresa com base nos 30 anos a mais de caixa. Senão entregaríamos a Celg por um valor muito pequeno e daqui a 60 dias, no máximo, seria anunciada uma prorrogação e a Eletrobras teria uma Celg que valeria bilhões e pela qual teria pago muito pouco.”

Texto acrescenta que participaram da reunião com o ministro Edison Lobão o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, o governador Marconi Perillo, Leonardo Lins, Navarrete, o secretário Extraordinário do governo goiano Simão Cirineu, e o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

Em Economia, O Hoje informa que os impasses que impedem a transferência das ações da Celg à Eletrobras devem ser finalizados nos próximos dez dias. Em reunião na tarde de ontem no Ministério de Minas e Energia, o ministro Edison Lobão, o presidente da CelgPar, Fernando Navarrete, diretores da Eletrobras, do Tesouro Nacional e o governador Marconi Perillo (PSDB) acordaram que a Eletrobras e a Celg terão dez dias para alinhar as premissas, refazendo as avaliações sobre os valores das ações da Celg a fim de se chegar ao valor consensual que dever pôr fim ao impasse. Nas novas avaliações, as empresas consultoras devem considerar também a prorrogação da concessão da Celg para 30 anos.

De acordo com a reportagem, o impasse pela transferência de 51% das ações da Celg à estatal federal teve início em junho, quando as empresas contratadas pelo Estado – Funape UFG – e pela Eletrobras – Deloitte – divergiram quanto ao valor das ações. A UFG avaliou as ações em R$ 5,3 bilhões, enquanto a Eletrobras ofereceu valor simbólico. Em seguida, as estatais divergiram quanto à possibilidade de prorrogar a concessão da Celg por mais 30 anos. O acordo assinado em 2011 não previa prorrogação.