Iris banca sofismas, diz meias verdades, mas jornalista do DM não o questiona. Isso é entrevista ou monólogo?

A entrevista do ex-prefeito Iris Rezende ao Diário da Manhã é um embornal de sofismas e meias verdades. Ao que parece, Iris se aproveitou da pouca experiência da jornalista que assina o texto, Danyla Martins, para distorcer episódios dos governos do PMDB que foram amplamente documentados à época.

Um exemplo é a construção da quarta etapa da usina de Cachoeira Dourada. Iris trata a obra como grande momento de sua administração, mas não conta que ela foi alvo de forte resistência de técnicos da Celg na época, que diziam que o investimento traria pouco retorno em termos de energia para Goiás. Em vez disso, defendiam a aplicação de recursos na usina de Corumbá.

No entanto, Iris não só deu de ombros e construiu a última etapa de Cachoeira Dourada como vendeu Corumbá (em 1984, ano em que Danyla sequer era nascida) a preço de banana.

Depois veio Maguito e, pasmem, vendeu Cachoeira Dourada – também a preço de banana – para o grupo espanhol Endesa.

O ex-prefeito afirma ainda que nunca teve o nome relacionado em denúncias de corrupção, o que é mentira. Os escândalos da Caixego e do BEG ocorreram debaixo do seu nariz.

Mais recentemente, Iris foi condenado por improbidade administrativa por assinar um contrato emergencial milionário para execução de uma campanha contra dengue. Pode acreditar: Iris atropelou a licitação, contratou a agência de um amigo (Stylus) e gastou uma fortuna da prefeitura porque dizia que aquela campanha era urgente.

Por aí vai.

Isso, com respeito, não é entrevista. É monólogo.