Instituto Verus, que fez pesquisa mostrando Iris na frente, trabalha para o PMDB. Em 2010, seu dono foi preso sob a acusação de comprar de votos… para o PMDB

O Instituto Verus, que publica pesquisa no Diário da Manhã, nesta terça-feira, mostrando Iris Rezende com uma frente de quase 8 pontos sobre Marconi Perillo, pertence a Luiz Felipe Gabriel – que presta serviços quase que com exclusividade para o PMDB, em Goiás.

A pesquisa traz uma contradição gritante: embora Iris lidere o principal cenário de nomes apresentado aos entrevistados, para a disputada pelo Governo do Estado, ele fica em segundo lugar, com quase 9 pontos atrás de Marconi Perillo, no levantado espontâneo (isto é, sem apresentação de nomes aos entrevistados).

Tradicionalmente, em qualquer pesquisa, quem fica em primeiro lugar na espontânea também aparece em primeiro na estimulada. Admite-se uma inversão de posições apenas quando há uma diferença mínima de pontos.

Segundo a Pesquisa Verus, Iris tem 31,8 contra 24,4 de Marconi, na estimulada. Já na espontânea, Marconi tem 15,3 contra 6,7 pontos de Iris.

Luiz Felipe Gabriel foi preso em flagrante pela Polícia Federal, na reta final da campanha de 2010, em Anápolis, juntamente com mais 15 pessoas, sob a acusação de comandar um esquema de compra de votos para o candidato do PMDB (Iris Rezende). Ele se defendeu alegando que apenas realizava pesquisas qualitativas na cidade e que, para isso, pagava os eleitores para que participassem do trabalho. Mesmo assim, permaneceu vários dias na cadeia.