Gomide tira a máscara de bonzinho, bate de frente com Paulo Garcia. E nega acordo com PMDB para 2014

Veja matéria do jornal O Hoje:

 

Gomide bate de frente com Paulo e nega acordo

Pré-candidato do PT ao governo, prefeito de Anápolis afirma que qualquer acordo entre Paulo Garcia e Iris não se estende ao partido

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014 | Por: Editoria
Loren Milhomem
Para Antônio Gomide, PT não fez acordo para perder as eleições. Mas ele defende a unidade (foto: Fabio Lima)

Recém lançado pré-candidato ao governo do Estado pelo PT, o prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, afirmou, ontem, que não existe acordo entre PMDB e PT que legitime o PMDB a definir a cabeça de chapa da aliança. Após criticar a postura do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), durante entrevista a uma rádio de Goiânia, Gomide disse ao O HOJE que qualquer acordo político que possa ter sido estabelecido entre Paulo Garcia e a cúpula do PMDB, em particular o ex-prefeito Iris Rezende, não se estende ao PT. “Esse acordo não existe para o PT, não foi feito com o PT, que não fez nenhum acordo para perder as eleições”, afirmou.

Gomide atribuiu a recusa de Paulo Garcia ao pedido do partido que se lançasse pré-candidato à sucessão estadual à “subserviência de um acordo político” e “a dificuldades administrativas”. “Paulo representa um grupo e quando ele defende que o PMDB encabece a chapa está dando a opinião dele, não a do partido. Como ele também está tendo problemas com a administração, isso o influenciou a dar essa declaração. O que posso dizer é que a subserviência é má conselheira”, disse ao O HOJE. “Mas não podemos vender um projeto por causa de subserviência a um acordo político, feito lá atrás”, emendou.

O acordo a que Gomide se refere é a aliança estabelecida em 2010 entre os dois partidos, quando Iris entregou a Prefeitura de Goiânia ao vice Paulo Garcia para concorrer ao governo do Estado. A conversação das cúpulas é de que o apoio se repetiria em 2012, quando o PMDB apoiaria um nome do PT – o do próprio Paulo – na corrida pela Prefeitura. O desfecho ficou marcado para 2014, quando o PMDB disputaria novamente o governo, com apoio do PT, na condição de coadjuvante. “O PT tem uma direção partidária, tem uma direção nacional, e eu não tenho dúvidas de que a decisão do diretório vai prevalecer”, endossou Gomide.

O prefeito disse que Paulo Garcia está correto quando fala de unidade, e que, se ela não existir, PMDB e PT podem sair separados no primeiro turno. “Mas o PT sozinho não ganha as eleições. Temos de afunilar para chegar juntos a uma decisão, em março. Esse é o prazo do PT”, explicou. Gomide disse ainda que 80% da população – número que tirou de pesquisas – quer um nome novo, e não a repetição de 2010.

O deputado estadual Daniel Vilela (PMDB) disse que não existiu nenhum acordo entre os dois partidos, que passaram a se unir por afinidades e em razão de um projeto nacional. “Em política, não existe acordo, contrato. O que existe são parcerias, alianças naturais, como foi o caso do PMDB e PT. Não existe subserviência do prefeito Paulo Garcia ao PMDB, da mesma forma que o PMDB o apoiou porque acreditou que era melhor do que lançar um candidato próprio à Prefeitura de Goiânia”, justificou.