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domingo , 4 outubro 2026
Goiânia

Palavras do promotor Juliano Barros: “Grave crise no gerenciamento de lixo de Goiânia decorre de desídia e omissão administrativa”

Todo goianiense deveria ler a peça escrita pelo promotor Juliano de Barros Araújo em que ele propõe ação civil pública contra o presidente da Comurg, Ormando José Pires, e os ex-presidentes Luciano de Castro, Waguinho Siqueira e Paulo de Tarso Batista por irresponsabilidade na gestão do lixo que é depositado no Aterro Sanitário de Goiânia.

Juliano acompanha, há muitos anos, o desrespeito da prefeitura com o meio ambiente da cidade – em que pese a publicidade oficial vender a tese de que Iris Rezende e Paulo Garcia investem nas áreas verdes da cidade. A peça é resultado deste trabalho criterioso e traz conclusões de arrepiar.

Veja um trecho: “A cidade padece, na atualidade, de uma grave crise no gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos, em decorrência da desídia e inoperância das Administrações dos Requeridos. A reconhecida e aceita crise do lixo, fartamente noticiada pela imprensa local e vivenciada pela população goianiense, decorre de omissões administrativas, que geram efeitos ambientais negativos em todas as etapas do gerenciamento de resíduos”.

O promotor continua: “Não há como tentar justificar a crise do lixo pela falácia de falta de recursos financeiros, pois, conforme os dados constantes do Portal da Transparência, o Município de Goiânia , no ano de 2012, experimentou um gasto de aproximadamente R$ 255 milhões na política pública de limpeza urbana, o que equivale a uma média de pouco mais de R$ 196,00 por habitante/ano, enquanto que a média nacional gira em torno de R$ 133,562 . Cumpre ressaltar que, na nossa Capital os gastos com limpeza urbana e saneamento representam o terceiro maior gasto em política pública municipal, perdendo somente para a saúde e educação”.

O pior, segundo Juliano de Barros Araújo, é que os orçamentos do Município de Goiânia, nos anos subsequentes a 2012, sempre contemplaram aumento dos recursos destinados ao saneamento ambiental e limpeza urbana. ” Todavia, tais incrementos de receita não refletiram melhoria alguma no gerenciamento do Aterro Sanitário, pelo contrário”, diz o promotor. “As gestões desastrosas dos Requeridos causaram um retrocesso histórico na nossa cidade, vez que transformaram o aterro sanitário regular novamente em um lixão controlado”.

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