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quarta-feira , 23 setembro 2026
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Afonso Lopes: “Marconi não vai participar da campanha municipal. Candidatos da base terão que se virar para convencer e conquistar o eleitor”

“O governador Maroni Perillo não vai participar das eleições municipais deste ano, devendo se concentrar somente nos afazeres da administração do Estado”, repete, em seu artigo desta semana no Jornal Opção, o veterano comentarista político Afonso Lopes – lembrando declarações recentes de Marconi, dizendo que não é seu papel se envolver em disputas eleitorais neste ano.

Afonso Lopes anota que “Marconi está consciente de que ajuda muito mais os candidatos da base governista se ele se mantiver focado na administração do Estado, principalmente num momento em que a crise empurra as finanças públicas brasileiras para uma situação de permanente alerta vermelho”.

Isso significa que a campanha municipal, para os postulantes ligados à base de Marconi, será um Deus nos acuda? Sim e não, responde o velho Afonso Lopes.

Primeiro, “além do apelo ao eleitor ser muito mais ativo com o Palácio das Esmeraldas concentrado, mesmo em um ano de disputa eleitoral, há inúmeras outras questões que obrigam o governador a se manter neutro nas questões domésticas da base aliada. Na maior parte das cidades do interior, a eleição de prefeito vai se definir entre dois ou até mesmo três candidatos de partidos pertencentes à base de sustentação do governo. Ou seja, qualquer um deles que conseguir ser eleito vai significar exatamente a mesma coisa: a vitória da base aliada. Então, por que interferir num processo que acaba sendo muito importante para a oxigenação interna da enorme base partidária montada por Marconi ao longo do tempo? Esse foi o erro, inclusive, cometido pelo maior partido oposicionista, o PMDB, a falta de renovação ou de fortalecimento das bases municipais”.

E, segundo e por último, “não é temerário abandonar a eleição deste ano, que servirá de lastro para a disputa estadual de 2018? Esse é o ponto: o Palácio entende que não há abandono, e que ajuda muito mais mantendo uma firme postura de vigilância e equilíbrio fiscal do que passando a imagem de que a eleição é mais importante do que administrar. E esse não envolvimento direto no processo de definição de candidaturas está longe de significar omissão política, mas mostra a dimensão que a base aliada estadual conseguiu ao longo das últimas eleições, permitindo assim uma participação muito mais objetiva do principal cabo eleitoral do grupamento, que é o governador Marconi Perillo. O Palácio monitora com lupa a situação política e a perspectiva eleitoral em cada cidade, e vai construindo o formato ideal de intervenção sem criar falsas expectativas de que está em curso campanha eleitoral do próprio governador”.

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