quarta-feira , 11 março 2026
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Debate promovido pela Interativa FM foi o melhor dessas eleições. Cinco razões explicam o sucesso da empreitada

A rádio interativa FM deu um baile na concorrência, nos jornais e nas emissoras de TV. Promoveu, nesta segunda-feira, o melhor debate entre candidatos a prefeito de Goiânia destas eleições. O formato é, sem dúvida, o melhor já adotado na história política do Estado, basicamente porque deixou o estrelismo de lado e entendeu que quem deveria aparecer eram os candidatos.

Veja cinco razões que explicam o sucesso da empreitada:

1. Eliminou perguntas temáticas: obrigar candidatos a abordar temas pré-estabelecidos por sorteio é idiotice. Engessa o confronto com assuntos frios e camufla as verdadeiras prioridades de cada postulante, que invariavelmente vêm à tona no confronto sem amarras.

2. Eliminou perguntas de jornalistas da casa: escalar funcionários para questionar candidatos é corporativismo estreito da emissora. Estrelismo bobo. Em Goiânia, quase todos os veículos de comunicação que organizaram debates cometeram esse erro. A Interativa, acertadamente, suprimiu a  tradição. Entendeu que importa mais o confronto direto entre Iris e Vanderlan e menos as perguntas insossas de Pablo Kossa, Henrique Morgantini ou coisa que o valha.

3. “Escondeu” o mediador: o eleitor que assistiu o debate promovido pela TV Record no primeiro turno possivelmente se incomodou com a presença quase sufocante do mediador, o jornalista Carlos Magno, que a todo momento era obrigado a repetir regras, sortear temas ou tolher candidatos que extrapolavam no tempo. No primeiro turno, a mediação é um mal necessário. No segundo, não. Quanto menos mediação e mais confronto em campo aberto, melhor. No embate promovido pela Interativa, José Luis foi discreto e por isso acertou em cheio.

4. Fez um debate longo (merecia ser maior, mas a culpa não é da emissora): por que os debates perderam importância nos últimos anos? Porque além de engessados, são curtos. Não exigem dos candidatos que saiam da zona de conforto ou se arrisquem a errar. Principalmente em canais de TV. A Interativa tentou promover um confronto longo, extenuante, que fatalmente exigiria os dois lados que se despissem das armaduras do marketing eleitoral. A proposta inicial era que durasse duas horas e meia. Mas a assessoria de Iris, desconfiada do seu candidato, exigiu que o programa fosse reduzido para uma hora. Mesmo assim, foi proveitoso. Muitas máscaras caíram.

5. Não gastou a paciência do ouvinte com editoriais politicamente corretos: não há nada mais pedante que os editoriais politicamente corretos lidos antes dos debates. Começam assim: “a emissora fulana tem a honra de receber os candidatos e espera contribuir para o debate limpo de ideias e propostas”, e blá blá blá. Ninguém aguenta essa conversa fiada. Outra vez, a Interativa acertou ao poupar os ouvidos do eleitor que acordou cedo.

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