sexta-feira , 15 maio 2026
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Nova Lei Geral de Telecomunicações, supostamente de Daniel Vilela, tem algo estranho: deputado goiano não tem conhecimento na área e sequer escreveu 30% do projeto que doa bilhões para as teles

A nova Lei Geral de Telecomunicações, projeto supostamente de autoria do deputado federal Daniel Vilela, do PMDB goiano, que doa bilhões e bilhões de reais em patrimônio público para as empresas de telefonia, esconde mais segredos e mistérios do que se imagina.

Um deles é a questão da autoria de Daniel Vilela, um parlamentar do baixo clero do Congresso Nacional, com zero conhecimento em matéria de legislação de telecomunicações, que, de repente, aparece como autor de uma lei tão importante e de tão profundos desdobramentos financeiros.

Daniel Vilela, que assumiu o projeto somente nos últimos dias, apesar de ter sido apresentado em 2015, está tentando se postar como defensor do novo texto e aparecer como “especialista” no assunto telecomunicações.

Estranho.

Para começo de conversa, o projeto original, apresentado pelo “Vilelinha” (como o chamou o Jornal Opção) à Câmara Federal em 2015, contém menos de 30% do que consta da sua versão final. Durante a tramitação, a matéria foi crescendo, crescendo e culminou em um substitutivo bem mais amplo do que a proposta de Daniel Vilela. Matematicamente, a comparação é simples: o projeto de Daniel Vilela continha apenas 514 palavras (e 2.761 caracteres), mas o que chegou ao Senado e foi encaminhado para a sanção do Palácio do Planalto multiplicou-se para 1.44 palavras (e 8.299 caracteres).

A estranheza está em que telecomunicações não é, absolutamente, assunto dominado pelo “Vilelinha” e mais ainda que o seu projeto inicial é apenas um arremedo do texto final da lei, mas, mesmo assim, ele tem se esforçado por aparecer como o seu autor.

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