Viagens de Daniel Vilela aos municípios para reuniões do PMDB, com avião pago pela verba indenizatória da Câmara Federal, caracterizam mau uso de recursos públicos

A mesma crítica que a imprensa nacional está fazendo ao senador Lindbergh Farias, que está viajando aos Estados para defender a sua candidatura a presidente do PT com passagens pagas pela verba indenizatória do Senado Federal, vale para o deputado Daniel Vilela, do PMDB.

Em Goiás, Daniel Vilela, que é candidato a governador em 2018, está viajando aos municípios, para promover encontros regionais do seu partido, em avião pago com a verba indenizatória da Câmara Federal.

Tanto o Senado quanto a Câmara são claros na regulamentação das verbas indenizatórias destinada a ressarcir os gastos dos seus parlamentares: o dinheiro, que vem dos cofres públicos, só pode ser dispendido para o exercício de atividades inerentes ao mandato parlamentar. E viagens para participar de encontros partidários ou fazer proselitismo de candidatura não estão incluídas.

A imprensa nacional descobriu que Lindbergh Farias está viajando aos Estados, cabalando votos para se eleger presidente do PT, com passagens pagas pelo Senado e considerou o fato irregular. Não há diferença em relação ao que Daniel Vilela está fazendo em Goiás, depois que, na documentação relativa à sua verba indenizatória, apareceu um recibo de R$ 13 mil, relativo a viagens de avião para municípios onde o PMDB promoveu encontros regionais.