Se aprovada, cláusula de barreira afetará partidos envolvidos no escândalo do Parque Mutirama

Em tramitação na Câmara dos Deputados, a proposta de cláusula de barreira de desempenho, que impede o acesso de partidecos ao Fundo Partidário, pode representar a sentença de morte de dois dos partidos suspeitos de comandar o esquema de desvio de dinheiro do Parque Mutirama, em Goiânia: o PEN e o PSDC.

O PEN é comandado por Dário Paiva, ex-presidente da Agência de Turismo e Lazer da Capital (Agetul), e pelo vereador afastado Zander Fábio. Ambos foram denunciados pelo promotor Ramiro Carpenedo Netto à Justiça. Suspeita-se que sejam os líderes da organização criminosa que desviou mais de R$ 70 milhões da bilheteria do parque.

O PSDC é presidido por Alexandre Magalhães, atual presidente da Agetul, de acordo com uma das servidoras presas na operação Multigrana, deflagrada no dia 23 de maio deste ano, comandava desde janeiro o esquema de desvio de recursos do Mutirama. É investigado por suspeita de usar o Parque para financiar viagens particulares e para beneficiar os três vereadores do seu partido em Goiânia: Anderson Bokão, Jair Diamantino e Kleybe Morais.

A proposta de cláusula que tramita na Câmara impede que partidos que não tenham alcançado 1,5% dos votos válidos do País em 2014 tenham acesso ao Fundo Partidário. No total, 14 legendas seriam prejudicadas.