Relatório da Amma afirma que construtoras estão destruindo Parque Flamboyant

A decisão irresponsável da prefeitura de Goiânia de liberar a construção de 17 empreendimentos na cabeceira do córrego Sumidouro, que abastece o espelho d’água do Parque Flamboyant, colocou em situação alarmante o meio ambiente do local. Há risco iminente de o córrego secar.

O parecer consta no relatório entregue no final de julho à Justiça pela Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma). O estudo, assinado pela engenheira agrônoma Ana Maria Camargo Braga; pelo gerente de Contenção e Recuperação de Erosões e Afins, Raphael Cândido; e pelo diretor de Gestão Ambiental, Richard Nixon; foi feito em obediência a liminar concedida pelo juiz José Proto de Oliveira, da da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal, a pedido da promotora Alice de Almeida Freire, da 7ª Promotoria do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO).

O primeiro alerta do Ministério Público foi feito sete anos atrás, a poucos meses de Iris renunciar ao cargo de prefeito para disputar o governo do Estado, em 2010. Já naquela época, o MP afirmava que a ocupação da cabeceira de drenagem do córrego, que recebe a água das chuvas e a devolve ao lençol freático, estava a comprometer seriamente a existência do espelho d’água. Estas informações estão em reportagem publicada nesta segunda-feira pelo Jornal Opção.

Há sete anos, nove dos 17 empreendimentos hoje identificados como potencialmente danosos ao lençol freático da região apresentavam problemas graves no processo de aprovação e licenciamento ambiental, como proposta de infiltração inviável, falta de documentação, laudos de sondagem realizados em períodos não apropriados, lançamento de água do lençol freático na sarjeta e falta de projeto sobre destinação da água pluvial. Um dos empreendimentos sequer fez licenciamento ambiental, o que é ainda mais grave.