Pergunta que consome o País neste dia da Independência: terá Lula coragem de contra-atacar o amigo Palocci?

Atordoados com as revelações feitas pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci em depoimento ao juiz Sérgio Moro, na quarta-feira, milhões de brasileiros e brasileiras perguntam-se, neste nada glorioso Dia da Independência, se o ex-presidente Lula terá coragem de negar as acusações feita contra ele por seu ex-escudeiro e contra-atacá-lo com tentativas de desqualificá-lo.

Palocci afirmou que Lula tinha um “pacto de sangue” e de propinas com o já falecido Emilio Odebrecht, pai de Marcelo Odebrecht. Relatou um episódio em que Lula, a ex-presidente Dilma e Emilio o chamaram para uma reunião na biblioteca do Palácio da Alvorada e o comunicaram que R$ 300 milhões em propinas seriam repassados ao PT para garantir que os interesses da empreiteira fossem preservados no governo Dilma.

Parte deste dinheiro teria sido usado para compra de um terreno em São Bernardo do Campo para construção do instituto Lula. O ex-ministro confirmou que o triplex do Guarujá foi pago pela Odebrecht, bem como o sítio de Atibaia. Palocci disse também ter ouvido de Lula a afirmação de que o pré-sal seria a alavanca para o projeto de poder do PT.

O brasileiro não pode reagir de outra forma a não ser com indignação e revolta, mas é inevitável que haja certo grau de atordoamento neste momento de ressaca pós-depoimento. A esta altura, a defesa de Lula quebra a cabeça no esforço para salvá-lo, algo que parece impossível. Estamos todos curiosos para saber como ele vai se comportar no depoimento a Moro, no dia 13 de setembro. Se atacar Palocci, a quem elogiou a vida toda, terá provado que é um canalha da pior qualidade.